Educação A Distância

07 May 2019 14:08
Tags

Back to list of posts

<h1>Hist&oacute;ria De Caxias Do Sul 1964-1970</h1>

<p>Rendeu mais que o esperado a conversa da semana passada, pela qual arrolei frases e express&otilde;es de uso exclusivo, ou quase, na resid&ecirc;ncia onde me elaborei. N&atilde;o menos escorubi&uacute;do, e similarmente n&atilde;o dicionarizado, &eacute; um substantivo de que o av&ocirc; materno do primo Ruy se valia para pedir que se estancasse uma corrente de vento: “Fecha essa sucarra!</p>

<p>”. Em Porto Sorridente, minha tia-av&oacute; Gilda dava sentido t&iacute;pico &agrave; express&atilde;o “lira” pra adjetivar pessoa ou objeto de mau gosto: “Fulana &eacute; muito lira”, tange o primo Alvaro &agrave; guisa de exemplifica&ccedil;&atilde;o. Pela minha fam&iacute;lia, como em tantas novas, havia palavras portadoras de intrigantes deforma&ccedil;&otilde;es. Meu pai chamava pijama de “pijame”, e cheguei a suspeitar que a bizarria proviesse do ninho carioca dos Eiras Furquim Werneck, onde ele nasceu. No cl&atilde; paulista dos Sardenberg, a que pertence meu comparsa Izalco, a heran&ccedil;a da av&oacute; paterna incluiu termo gerado pela dona Leom&ecirc;nia para eleger gente grosseira, sem classe, mal-educada: “retubef&aacute;”.</p>

<p>Mais h&aacute; pouco tempo, a fam&iacute;lia incorporou outra expressiva esquisitice, o “escapanu”, aplic&aacute;vel, com alguma coisa pr&oacute;ximo do desinteresse, a um fulano cada: “Quem &eacute; este escapanu? ”, querem saber os Sardenberg. Poeta que poucos prontamente puderam ler, o Izalco se encantou mais com a palavra do que com o significado, e se pergunta se no “u” conclus&atilde;o n&atilde;o haveria um laivo de idioma romeno.</p>

[[image http://risedh.com.br/blog/wp-content/uploads/2017/06/treinamento-de-vendas.png&quot;/&gt;

<p>De Mariana, Minas Gerais, o Danilo Gomes levou pra Bras&iacute;lia o termo “reculuta” - corruptela, explica, de “recruta”, jovem soldado cujo apetite vertiginoso inspirou o apelido de todo aquele, militar ou n&atilde;o, que d&ecirc; conta de um prat&atilde;o de comida. &Eacute; bem como de Mariana, informa o Danilo, certa forma - piedosa ou maligna? ”. Origem da express&atilde;o? Um Concurso P&uacute;blico: As 20 Melhores Sugest&otilde;es Pra Ser Aprovado! , famoso na cidade pela mania de trancafiar-se.</p>

<p>Quanto ao carioca Antonio Carlos, que desfrutou de inf&acirc;ncia em Cachoeiro de Itapemirim, trouxe de l&aacute; o verbo “esburrar”, sacado, pela maioria das vezes, para expressar do leite fervente que transborda no fog&atilde;o. O transbordante saber de Antonio Carlos, de que este cronista vem sendo benefici&aacute;rio, &eacute; prova de que “esburrar” admite significado figurado. Dona de linguagem criativa, talento que teria feito dela uma escritora, minha m&atilde;e entortava palavras sem superior cerim&ocirc;nia. Escola Veiga De Almeida ortogr&aacute;fico.</p>

<p>Em sua prosa, que infelizmente n&atilde;o baixou ao papel, “rebordosa” era “rebordose”, e o substantivo “tendep&aacute;” - luta, rixa, desordem - ganhava involunt&aacute;rio acento afrancesado como “tandep&aacute;”. MBA OU P&Oacute;S-GRADUA&Ccedil;&Atilde;O, EIS A QUEST&Atilde;O , a dona Wanda, pela fabrica&ccedil;&atilde;o de palavras. E dada, assim como, a injetar sentido novo em voc&aacute;bulos neste momento dicionarizados. “Embondo”, que no Houaiss &eacute; “aquilo que dificulta, que embara&ccedil;a”, ou “estorvo, impedimento”, virava sin&ocirc;nimo de discuss&atilde;o mole para enrolar o pr&oacute;ximo.</p>

<ul>

<li>Um Tipos de Organiza&ccedil;&atilde;o</li>

<li>97,52% N&atilde;o buscariam 2,15% Buscariam 0,33% N&atilde;o quiseram responder</li>

<li>Patricia Comentou</li>

<li>cinquenta e um Re: Regi&otilde;es metropolitanas</li>

<li>Prefeitura e MDA estar&atilde;o pela 4&ordf; edi&ccedil;&atilde;o da Femec</li>

</ul>

<p>Embondar era o que fazia eu, na tentativa de esclarecer meus recorrentes malfeitos, escolares ou n&atilde;o. Coisa vagabunda, de m&aacute; propriedade, ganhava de minha m&atilde;e o r&oacute;tulo “ribimba”. Nada a ver - fui referir - com o verbo “rebimbar”, como faz um sino em instante de excita&ccedil;&atilde;o. Pela fam&iacute;lia da mam&atilde;e, mineira a mais n&atilde;o poder, usava-se linguagem t&atilde;o el&iacute;ptica quanto enviesada, o que impunha ao interlocutor o trabalho de ler bem como - ou essencialmente - os sil&ecirc;ncios.</p>

<p>Entre os Avelar Azeredo Coutinho da antiga forma&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o se dizia que uma pessoa estava b&ecirc;bado ou de porre, e sim “na losna” - embora, desconfio, Inscri&ccedil;&otilde;es Pra 35 Vagas No Concurso MP/RJ Terminam Hoje soubessem que a frase designa poderosa beberagem alco&oacute;lica, o absinto. Tampouco se dizia que uma pessoa era homossexual. Naquela fortaleza da discri&ccedil;&atilde;o e da qualidade crist&atilde;, n&atilde;o convinha doar nome aos bois - e menos ainda aos mam&iacute;feros ruminantes da fam&iacute;lia dos cerv&iacute;deos providos de cornos ramificados.</p>

Comments: 0

Add a New Comment

Unless otherwise stated, the content of this page is licensed under Creative Commons Attribution-ShareAlike 3.0 License